POSTADO EM
08
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03
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2020
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Geral

O propósito desse texto não é falar sobre como as mulheres não eram valorizadas e a passos lentos vem tomando seu espaço. Não é dissertar sobre como não podiam nem mesmo ser consideradas donas de seus próprios lares e hoje são donas de empresas e negócios importantes. A mulher da contemporaneidade está além disso, está além do espaço atingido na sociedade, está além da voz que ganhou (parcialmente) no cotidiano. Falar sobre a mulher contemporânea é poder falar sobre a mulher que hoje está disposta a ouvir a si mesma e que narra sua própria história. 

Hoje é dia de falar sobre a transformação interna dessa mulher que habita na contemporaneidade. Sobre o processo interno de movimentação que ela faz. A partir da antiga e conhecida frase da filósofa e escritora Simone de Beauvoir “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” podemos sugerir a ideia de que uma mulher contemporânea está fadada a escrever a sua história. A mãe não precisa deixar de ser estudante, a executiva continua cultivando os seus relacionamentos interpessoais, a estudante pode escolher seu próprio curso, e se quiserem fazer tudo, ou mesmo não fazerem nenhuma das opções, quem responde por isso são elas.

A mulher contemporânea está apta a construir a sua biografia (e deve construi-la com uma autoavaliação crítica, pois o direito de ser quem se quer ser não deve significar imposição de sua compreensão de mundo). 

Neste dia da mulher, meu desejo é que você, mulher contemporânea, possa construir sua narrativa e possa realizar-se com o que foi escrito. Possa escolher as flores e o chocolate assim como possa escolher ir para rua continuar lutando por seus direitos. Possa ser princesa, possa ser cientista, bombeira ou médica, mas que continue se estimulando e estimulando outras mulheres a construírem sua história, porque é você quem vai decidir o que é ser a mulher contemporânea para si mesma.

Thaís Malucelli Amatneeks

Psicóloga | CRP 08/23.825 Mestre em Psicologia - Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica (UFPR) Coordenadora do curso de Terapia Cognitivo-Comportamental da EID